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Resenha: "Skins: The Novel" - Ali Cronin


 Oi, gente! Pra quem não sabe a série Skins tem dois livros, o primeiro é esse (The Novel) da segunda geração e o segundo se chama Summer Holiday, e é da terceira geração. Infelizmente a 1ª, minha preferida, não tem livro. O livro não foi lançado no Brasil infelizmente (se nem os DVDs foram lançados, imagina os livros ¬¬) então eu baixei e foi o primeiro livro grande que li em e-book (mesmo tendo só 264 páginas) porque antes só tinha lido Cinco Minutos do José de Alencar que é muito curto. Minha primeira experiência não foi ruim, apesar de muitas vezes eu me distrair e ficar na Internet, sem falar do meu pai me mandando desligar/confiscando o computador, problemas que não tem no livro físico. A tradução também não é oficial nem nada, foi feita por duas pages, e tem alguns erros. Eu acho que quando aparece "-" no final da frase era pra ser uma reticência.
 A história de Skins:The Novel se passa entre a 3ª e a 4ª temporadas então tem spoilers da 3ª e ajuda a explicar algumas coisas da 4ª. Se você não viu nenhuma delas e não gosta de spoilers, melhor parar de ler aqui. Eu adorei o jeito que a autora fez a narração, cada hora por um personagem, porque foi uma boa adaptação do que são na série os episódios pra cada personagem e no final teve uma parte "Everyone", como também tem alguns episódios, que eu achei que teria narrador observador, mas continuou sendo cada hora um personagem, como se fossem subcapíulos do Everyone, me decepcionou um pouco. Outra coisa que não gostei muito foi que as principais foram Effy, Katie e Naomi, personagens que eu não gosto e o meu preferido apareceu muito pouco, e com um plot sem graça. Mas foi bom porque eu pude ver um novo lado de Effy e Katie, eu sabia que elas eram frágeis, mas mostrando os pensamentos delas dá pra saber bem melhor. Até consegui gostar da Effy no livro, mas da Katie não porque continua sendo uma homofóbica nojenta e sabotando o namoro da irmã. Quando ela diz "Nunca vou entender porque você gosta de garotas" fica bem claro o preconceito dela. Bom, o livro segue as férias de todos os personagens, e a protagonista continua sendo a Effy. Ela e sua mãe foram pra Veneza, o que é citado na 4ª temporada, e aqui nós finalmente ficamos sabendo o que aconteceu nessa viagem tão misteriosa, já que ela tinha sumido por muito tempo.
E é um bom longo caminho de Bristol para lá, do meu pai e de toda porcaria de lá. Então bom trabalho mãe. Qualquer coisa que bote algum distância entre mim e todo mundo. JJ, Cook e Freddie. A porra dos três mosqueteiros.
 Três garotos, da minha idade talvez, cruzaram a esquina. Um deles, o alto, com um chapéu, parecia o Freddie. Lindo. Meio cheio de si. Me chamou a atenção.(...) O mais alto saltou no ar e uivou que nem um lobo. Eu sorri com desdém. Cook. Que nem o Cook.
  Enquanto isso, a família Fitch está indo passar as férias na França, e Katie está transando com todos os garotos que pode. Ela e Emily acabam fazendo as pazes a respeito de Naomi e resolvem ir pra Paris sozinhas (estavam no interior). Só que Katie tem a ideia de esconder o celular da Ems pra que ela não possa falar com Naomi de lá e seja só elas. As duas acabam brigando e Katie resolve ir pra Veneza visitar Effy, chocando todos. Apesar da estranheza e delas não conseguirem se resolver direito -já que Katie foi embora após uma briga- essa estada em Veneza acaba sendo muito boa e Katie acaba vendo um lado de Effy que não conhecia, e as duas percebem que são bem parecidas. Por exemplo, Effy está desesperada por alguém que não a ama tal qual esteve Katie há um tempo atrás. E pra piorar, ele é de meia idade e tem filhos.
 Pandora e Thomas estão felizes e Panda está louca pra finalmente transar com ele, mas Thomas está incomodado com a insistência e até eu fiquei, e olha que ela é minha preferida. Aqui começa a amizade de JJ e Thomas e mostra porque ele teria ido trabalhar naquele supermercado com o Thomas na 4ª temporada.
 Cook resolve fazer uma aposta com Freddie pra ver quem transa com mais garotas em 4 semanas, e JJ como sempre fica só olhando. Eu fiquei chateada de ter tão pouco do Freddie e ainda ser um enredo desses, que além de tudo quebra a imagem fofa que eu tenho dele kk. Apesar de que eu sei que no fundo ele é como o Cook, provavelmente a Effy foi o primeiro amor dele, e ele não teve medo de ter algo sério, só isso. A minha preferida decepção com ele foi aquilo que o Cook descobriu na 4ª temporada, que foi bem pior. E na verdade, os garotos são quase todos iguais quando se trata de sexo, vai? E eu até queria que eles fizessem isso aqui na minha cidade e.e nem sei porque :p O Cook tá insuportável no livro. Eu achava ele insuportável na 3ª temporada, no último episódio dela eu fiquei com pena dele e comecei a meio que gostar, só que aqui ele tá exatamente como era antes daquele episódio, e mesmo eu sabendo dos motivos não consigo não achar chato, principalmente por ficar no pé da Naomi e da Panda que são comprometidas e sempre zoar o JJ.
 Naomi está num dilema do que fazer sobre seu futuro, porque Emily quer tirar o 1º ano após a formatura pra viajarem juntas e só irem pra faculdade depois, sem falar que ela está pensando em ir em um dia aberto em Yale, que fica nos EUA, ou seja, elas iriam morar longe uma da outra. Pra quem viu a 4ª temporada, foi nesse bendito dia aberto que Naomi traiu a Emily, e nesse livro a gente começa a entender melhor os motivos que ela já tinha dito. Mas não acho que justifiquem, tanto que eu passei a detestar a Naomi após essa traição, gostava dela na 3ª temporada e no livro foi meio a meio. Sei que a Emily também não é perfeita, ela é fofa e a adoro, mas é muito grudenta às vezes, isso foi ruim pra individualidade da Naomi e tudo.
 Resumindo, achei o livro muito legal. Mas só recomendo pra quem assiste a série porque ele não é muito profundo quando a descrição de personagens e coisas do tipo, é mais um complemento mesmo, e o melhor é que ele explica melhor as coisas que ficaram no ar. O livro não peca no sexo, tem até mais cenas de Naomily que em todas as temporadas e é bem descritivo, e nem nas drogas, mas tem uma passagem que a Emily diz que é a primeira vez que ela usou cocaína e eu acho que ela já tinha usado na 3ª. Dou nota 4,5 mas como no Skoob não tem meio lá dei 4. Fiquei com vontade de ler outros livros da Ali, que tem uma coleção chamada Garoto <3 Garota e todas as capas são legais.

Resenha: Melancia - Marian Keyes

 Oi, gente! Finalmente eu vou postar a segunda resenha desse blog. Sim, eu só fiz uma até hoje '-' E pior ainda eu acho que esse foi o segundo livro que eu li esse ano que passou (2013), porque eu abandonei muito a leitura, mas pretendo retomar com força total até porque tô cheia de livros pra ler. 
 Bom, quem acompanha o blog desde os primeiros posts viu que eu comprei esse livro, duas vezes aliás, porque eu comprei um box com três livros e veio esse de novo.Eu até ia trocar ou levar num sebo o livro fechadinho que eu tenho aqui, mas como eu levei o outro na viagem, aconteceu um desastre e ele se molhou, tô meio assim de ficar com ele e trocar o outro. Ah e sou toda reclamações a essas edições de bolso, se você não dobra demais a capa você não consegue ler as últimas palavras das linhas, mas se faz isso fica todo marcado. E eu não entendo como gente fresca com livros vive postando "Gente que carrega livro na bolsa/mochila" isso é outra coisa que estraga os livros, mas mesmo assim eu carrego, só que prefiro levar na mão, e só guardo quando precisa mesmo. Eu andei com livro na mão no aeroporto, na praia (não, não foi por isso que molhou), em todo lugar. Enfim, vamos à resenha.
essa é a "maravilhosa" versão pocket que eu tenho em dobro, e tenho de outros 2 livros dela
 Melancia é um chick-lit. Vou explicar o que é isso pra quem não está familiarizado (diferente do que eu fiz nos posts anteriores, sorry). Chick lit (encontrei tanto com hífen, como sem) é conhecido como "literatura de mulherzinha", esse diminutivo pode ser meio depreciativo, mas chick lit são livros direcionados a mulheres. Não que homens também não possam ler, mas eles não são o público-alvo. Chick lit é como filmes de comédia romântica. De fato, eles costumam ser bem engraçados (depende do humor da pessoa, claro) e os chick lit já adaptados para o cinema os filmes são realmente comédias românticas, e até mais engraçadas que o normal pra seguir os livros (meu professor disse que comédias românticas não tem graça nenhuma, e algumas não tem mesmo, mas Bridget Jones é MUITO engraçado). Portanto, assim como comédias românticas não são muito lidos por homens, mas alguns gostam e isso não os torna gays nem nada. Aliás, assistam esse vídeo, mesmo eu não achando esses livros muito chick lit.
 Bom, Melancia é o primeiro livro da coleção Família Walsh, que em cada livro conta a história de uma das irmãs Walsh. Nesse livro a protagonista é a Claire. Ela foi abandonada pelo marido no dia que deu à luz a primeira filha do casal porque ele e estava tendo um caso com a vizinha: dá pra acreditar? E após passar por essa situação horrível, Claire, que mora em Londres, resolve voltar para a Irlanda onde está sua família. A família Walsh é bem louca. Como a mãe deles cozinha mal, todos vivem de comida congelada, e quando Claire resolve cozinhar pra eles ninguém gosta '-'. Nesse primeiro livro nós descobrimos que as irmãs Walsh são bêbadas. Desde bem novas ficavam furtando a bebida dos pais. Nós conhecemos Anna e Helen, as únicas que ainda moram com os pais. Eu gostei de Anna e não gostei de Helen. Anna é hippie e loucona, não só é bêbada como usa drogas e vende às vezes, nunca tem um emprego decente. Helen é extremamente metida, mas linda e por isso os homens vivem se apaixonando por ela. Está na faculdade, mas não estuda nunca. Ah, o bêbada que eu disse não é de alcóolatra não, elas simplesmente gostam de beber. As outras irmãs não conhecemos muito bem fora isso, conheceremos nos próximos livros (eu estou lendo a continuação já).
 Eu gostei do livro, e da Claire, não achei ela insuportável como muita gente, ela é engraçada. Tem uns momentos que eu achei que ela tava errada, claro, mas acho que eu entendo ela. Eu achei legal como a autora personifica as emoções dela, até colocando-as com letra maiúscula como se fossem mesmo pessoas, por exemplo "A humilhação chegou aos poucos. Foi chegando de mansinho e, um dia, me virei para trás e vi que ela estava ali, sorrindo para mim. 'Olá', disse, toda bonomia e sem cerimônia, como se fôssemos velhas amigas. 'Lembra-se de mim? E tenho certeza de que meu amigo Ciúme não precisa de nenhuma apresentação'." O livro tem algumas referências, que são sempre bem explicadas, até porque ele é de 1996 (ano que eu nasci *-*) então tem coisas meio antigas. Outra coisa engraçada, mas completamente irrelevante, nesse livro eu descobri que irlandeses acham feio bunda grande '-' Eu sei que nos EUA eles preferem seios, mas nunca soube que alguém achava melhor ter bumbum pequeno, mas a Claire fala constantemente disso tipo usar um vestido que faz ele parecer menor (sendo que aqui é o contrário) e que todas as irmãs dela malhavam pra tentar diminuir também. Achei estranho q Ah gente, mais uma vez a sinopse do livro diz uma coisa nada a ver então se eu fosse vocês nem leria, porque dá uma ideia totalmente errada sem falar que é meio spoiler.
Por favor, meu Deus, ah, por favor, meu Deus, não deixe que ele diga que quer ser escritor ou jornalista, supliquei. Seria um tremendo clichê.
Achei ofensivo kkkk mas pior que é verdade. Me desculpem pela demora da resenha, que tô tentando fazer há séculos, vou tentar não demorar mais pra postar. bjs